Com o crescimento das cidades acontece o aumento da impermeabilização do solo urbano que acelera as águas da chuva para os rios ao invés de permitir que elas entrem pelo solo e caminhem lenta e naturalmente em sua direção. Essa aceleração é responsável pelas enchentes. Todas as cidades tem uma legislação que exige em torno de 15% de área permeável. Essa permeabilidade pode vir através de jardins, mas também através de pisos drenantes dependendo da necessidade de uso do espaço que o cliente desejar e também do desejo em não ter a manutenção de jardins.

Pisos drenantes

Os pisos realmente drenantes permitem uma permeabilidade total, rápida, evitando o empoçamento de água sobre o piso. Eles são compostos de granilhas e agregados muitas vezes reciclados. Seus custos são compensados pela economia em tempo de execução, mão de obra e material, visto que é feito com técnicas de travamento sobre areia e agregados como pó de pedra. Suporta tráfego de veículos pois tem diversas alturas e assentamento adequado para que as placas não se movimentem. Os custos podem ser facilmente controlados de acordo com as possibilidades do cliente com um desenho de piso que se equilibre junto a um piso grama ou jardins menores.

Piso Grama

São pisos cimentícios e vazados. Nesses vãos entra a grama, em tufos, colocado manualmente. Sua permeabilidade é percentualmente menor, mas eficaz. Suporta também o tráfego de automóveis, portanto, seu uso é muito válido para permitir permeabilidade em grandes áreas de vagas de estacionamento, com estética bastante agradável. Seu custo varia de R$7 a R$25 variando de acordo com fornecedor, desenho, tamanho da placa e região.

Grama sintética

Apesar de não ser um piso em si, é um material que permite solução para o mesmo problema, também em menor percentual de permeabilidade. Desde que colocado sobre a terra devidamente nivelada, camada de pó de pedra e pedriscos – e não sobre contrapiso -, seu rolo pode vir perfurado numa malha de 10 em 10 cm permitindo o escoamento natural da água pela terra.

Apesar do que se pensa, os pisos intertravados usados comumente pelo poder público e em calçadas não são propriamente drenantes, já que a água percola pela terra somente através dos vãos entre os bloquetes e não pelo piso em si. Não é a toa que podemos ver frequentemente poças e movimentação do piso onde o estacionamento sobre o piso é permitido.

Os pisos drenantes não só podem ser compostos entre si e promover um ambiente interessante, agradável e funcional para o cliente, como também ser ecológica e socialmente conscientes, evitando ou agravando problemas urbanos. Os problemas com drenos artificiais e ralos também são minimizados com a adoção desses materiais, portanto, vale pensar a respeito quando pensarmos em áreas externas.